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TERMINATOR fue rechazado en la reunión del Convenio sobre Diversidad Biológica de la ONU en Curitiba, Brasil.

(30/03/2006)

Terminator rechazado – Una victoria de la gente

“Este es un gran momento para los 1 400 millones de campesinos pobres en el mundo que dependen de las semillas de la cosecha”, dijo Francisca Rodríguez de Vía Campesina, un movimiento mundial de campesinos. “Las semillas Terminator son un arma de destrucción masiva y un asalto a la soberanía alimentaria. Terminator amenaza directamente nuestra vida, nuestra cultura y uestra identidad como pueblos indígenas”, afirmó Viviana Figueroa de la comunidad indígena de Ocumazo en Argentina, en representación del Foro Indígena sobre Biodiversidad.

“La decisión es hoy es un paso enorme en la campaña brasileña contra los transgénicos” dijo Maria Rita Reis del Foro Brasileño de movimientos sociales y organizaciones no gubernamentales, “Esto reafirma la actual campaña brasileña para terminar Terminator. Envía un claro mensaje al gobierno nacional y al congreso de que el mundo apoya la prohibición de Terminator.”

“Prevaleció el sentido común –levantar la oratoria sobre las semillas Terminator hubiera sido un suicidio, literalmente”, dijo Benedikt Haerlin de Greenpeace Internacional desde la reunión del
Convenio. “Es una victoria genuina para la sociedad civil de todo el mundo. Fortalecerá la biodiversidad, la seguridad alimentaria y la supervivencia de millones de agricultores en el planeta.”

Terminators o TRUGs (tecnologías de restricción del uso genético), son un tipo de tecnología de transgénicos que da a las compañías la posibilidad de distribuir semillas cuya segunda generación ya no pueda reproducirse, con lo cual aseguran que los agricultores no vuelvan a plantar las semillas de su cosecha. Estas tecnologías también pueden usarse para introducir en las semillas rasgos específicos que solo pueden ser activados con la aplicación de químicos patentados por las mismas compañías.

En el CDB, Australia, Canadá y Nueva Zelanda junto con el gobierno de Estados Unidos (que no es parte del CDB) y varias compañías biotecnológicas encabezaron los esfuerzos para que se permitieran las pruebas de campo de las semillas Terminator, insistiendo en una evaluación de riesgos ‘caso por caso’ de tales tecnologías. El texto de esa ropuesta fue rechazado unánimemente este viernes en el grupo de trabajo, pero aun falta que se adopte formalmente en la plenaria de esta COP8.

A pasar de la victoria de esta semana, no hay uda de que la industria biotecnológica multinacional continuará promoviendo la tecnología de semillas estériles. ‘Terminator’ asomará su espantosa cabeza en la próxima reunión del CDB en 2008 (COP9). “La única solución es una prohibición absoluta de la tecnología, de una vez por todas”, concluyó Pat Mooney de la Campaña Internacional Terminar Terminator. Ahora todos los gobiernos deben trabajar en prohibiciones nacionales de las TRUGs, como lo han hecho Brasil e India."
Fuente: www.terminarterminator.org


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Reunião da ONU em Curitiba mantém o banimento internacional da chamada tecnologia Terminator

Convenção proíbe uso de semente suicida

REINALDO JOSÉ LOPES, ENVIADO ESPECIAL A CURITIBA
MARI TORTATO, DA AGÊNCIA FOLHA

A novela sobre as sementes conhecidas como Terminator, geneticamente modificadas para não gerarem plantas, parece ter chegado ao fim na COP-8 (8ª Conferência das Partes) da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU, que acontece até a próxima sexta-feira em Curitiba. A decisão de um dos grupos de trabalho da conferência mantém a moratória atual aos testes de campo e ao uso comercial das sementes.

A orientação do grupo de trabalho, liderado pelo irlandês Matthew Jebb, ainda precisa ser efetivada no último dia da conferência. A Folha apurou, no entanto, que é improvável que o assunto seja ressuscitado depois do veredicto do grupo, dado ontem.

O texto discutido em Curitiba é ambíguo e não fala diretamente em testes de campo, mas ONGs ambientalistas e de defesa dos direitos de comunidades tradicionais temiam que uma menção à "avaliação caso a caso" dos riscos da tecnologia abrisse as portas para essa possibilidade.

A principal razão da oposição à tecnologia (cujo nome genérico é Gurts, ou "técnicas de restrição de uso genético", na sigla inglesa) é social. Para muitos, seu uso impediria que agricultores dos países pobres pudessem reutilizar parte das sementes colhidas para a safra do ano seguinte. Para esses críticos, a tecnologia também aumentaria o controle econômico da produção agrícola por grandes corporações, como as que já produzem outros transgênicos.

"Prevaleceu o bom senso", comemorou o alemão Benedikt Haerlin, assessor político da ONG Greenpeace. "As Gurts são uma tentativa de usar a própria biotecnologia para controlar os direitos intelectuais sobre os sementes." A pressão para manter a análise de risco caso a caso vinha do Juscanz (Japão, Canadá, Nova Zelândia, Austrália, membros da convenção, e os EUA, que são observadores) e da Suíça, países que têm interesse na liberação comercial por causa de sua indústria.

O Brasil apoiou a proposta de Jebb, que mantém uma referência aos princípios da COP-5, os mesmos que barraram a tecnologia.

A pesquisadora brasileira Luciana di Ciero, da USP de Piracicaba, participou da reunião e se disse frustrada. "O público-alvo das Gurts nem são os agricultores dos países pobres. Além do mais, já existem as sementes híbridas, que também não germinam, e isso não destruiu a agricultura tradicional", afirma Di Ciero.

Ela argumenta que a semente Terminator é apenas uma das aplicações das Gurts. "Você pode produzir uma planta, por exemplo, que não floresce, o que seria interessante do ponto de vista de biossegurança por controlar a dispersão de pólen [uma das preocupações sobre transgênicos]. Estão matando uma tecnologia que pode ser muito útil."

O ativista inglês Pat Mooney, da ONG Ban Terminator, diz que a convenção pode perder a discussão das Gurts para a FAO (Fundação da ONU para Alimentação e Agricultura), fórum ""onde nunca haveria consenso" por moratória ou proibição de testes de campo e cultivo regular. Segundo ele, é preciso pressão dos movimentos sociais para que a negociação não mude de área.

Fuente: Folha de São Paulo, sábado, 25 de março de 2006 - FolhaCiëncia
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2503200601.htm
BIODIVERSIDADE

Ilustración: © George Blevins/Global Response Action, Boulder, Colorado